ENEM 2016 / QUESTÃO 88 (Caderno de Prova Azul)

ENEM 2016 / QUESTÃO 88 (Caderno de Prova Azul)

Enunciado:

A magnetohipertermia é um procedimento terapêutico que se baseia na elevação da temperatura das células de uma região específica do corpo que estejam afetadas por um tumor. Nesse tipo de tratamento, nanopartículas magnéticas são fagocitadas pelas células tumorais, e um campo magnético alternado externo é utilizado para promover a agitação das nanopartículas e consequente aquecimento da célula.

A elevação de temperatura descrita ocorre porque:

(a) O campo magnético gerado pela oscilação das nanopartículas é absorvido pelo tumor.

(b) O campo magnético faz as nanopartículas girarem, transferindo calor por atrito. (resposta correta)

(c) As nanopartículas interagem magneticamente com as células do corpo, transferindo calor.

(d) O campo magnético alternado fornece calor para as nanopartículas que o transfere às células do corpo.

(e) As nanopartículas são aceleradas em um único sentido em razão da interação com o campo magnético, fazendo-as colidir com as células e transferir calor.

Comentário:

Nanopartículas magnéticas são atraídas ao aplicar um campo magnético, como mostra a imagem abaixo. O campo magnético alternado é responsável por produzir oscilações, fazendo as nanopartículas se movimentarem constantemente e com isso, elas conseguem transferir calor por atrito. Essa é a reposta da questão!

APROFUNDANDO UM POUCO MAIS… (REFLEXÃO)

O mais importante dessa brilhante questão cobrada no ENEM é chamar a atenção para a magnetohipertermia como uma alternativa promissora para o tratamento do câncer no futuro. Tudo isso graças aos avanços dos estudos da nanotecnologia na área da medicina, onde essa nova área, chamada “nanomedicina”, tem mostrado que já é possível criar uma nanopartícula com o anticorpo na superfície para localizar a célula tumoral específica. Como no modelo chave-fechadura, assim funciona o antígeno-anticorpo e quando ocorre esse reconhecimento, a célula tumoral faz a fagocitose da nanopartícula incorporando-a no seu interior. A partir desse momento, estímulos externos podem ser usados para matar a célula. No caso das nanopartículas de ouro usa-se luz para aquecer, enquanto as nanopartículas magnéticas, usa-se um campo magnético alternado para produzir calor dentro da célula cancerígena.

Sendo usadas no tratamento:

Nanopartículas magnéticas, denomina-se magnetohipertermia.

Se for usada nanopartículas de ouro, o procedimento é chamado de Terapia fotodinâmica.

É a nanotecnologia oferecendo alternativas para a quimioterapia no futuro, pois nesse caso, somente as células tumorais são mortas por aquecimento, já que o anticorpo não se liga aos antígenos (parede celular) das células sadias. O grande dilema da quimioterapia é que ela não é seletiva, ou seja, acaba matando também as células sadias, o que causa a queda da imunidade e faz com os pacientes tenham efeitos colaterais. Observe que não está sendo dito que vamos eliminar a quimioterapia, esse é hoje, um tratamento eficiente em muitos casos. O que se projeta para o futuro é a inserção dessa tecnologia para que as nanopartículas ataquem primeiro o tumor, enquanto a quimioterapia entra para complementar o tratamento. Quem sabe, isso pode levar a uma redução da concentração dos quimioterápicos e do número de aplicações (sessões de quimioterapia) no futuro. A imagem abaixo ilustra o processo de injeção de nanopartícula biofuncionalizada (anticorpo) projetada para encontrar o tumor. Após a internalização das nanopartículas, entra-se com os estímulos externos para promover a morte das células tumorais por aquecimento.

 

 

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